Revestir 2015: nosso mercado cada vez mais profissional (parte 1)

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Portinari

Gente, muita coisa acontecendo neste ano (felizmente!) e ainda nem deu tempo de comentar por aqui sobre a REVESTIR 2015, principal feira nacional do setor de revestimentos cerâmicos que aconteceu em São Paulo no começo do mês de março.

 

Falaremos da edição 2015 numa série de três posts: feira em geral, revestimentos cerâmicos e, por fim, outros segmentos presentes na feira.

 

De uma modo geral, gostei muito da edição deste ano: estandes caprichados, lançamentos de qualidade, empresas se reinventando, conceitos bem construídos, palestras de ótimo nível, segmentos complementares dizendo a que vieram, muitas reuniões, reencontro com os colegas de mercado… O que posso dizer? Confesso que a feira superou todas as minhas expectativas. Mais uma vez, a ANFACER e a organização em geral estão de parabéns.

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Paulo Alves

 

Crise? Que crise?

 

Muito tem se falado sobre as dificuldades do mercado: o momento político e econômico que o país atravessa, o aumento dos gastos com energia, a crise hídrica no Sudeste, os novos desafios conceituais propostos pela ANFACER e tantos outros obstáculos. Mas, falando francamente, não percebi tudo isso na feira. Muito pelo contrário.

 

Tive a impressão de que a soma dessas dificuldades acabou funcionando como incentivo para que o setor se superasse, crescendo em profissionalismo. Desta forma, pudemos ver estandes se empenhando em proporcionar experiências diferenciadas aos consumidores. Sim, a maioria dos estandes não estava apenas expondo seus produtos, mas também deixando claro a que vieram, exaltando como seus produtos podem ajudar no dia a dia das pessoas e como seria muito melhor se os imóveis fossem muito bem planejados antes da sua execução, já que dispomos de toda a tecnologia, comodidade e qualidade ecologicamente sustentável para produzir os melhores espaços com estilo e qualidade de vida.

 

Estandes maravilhosos

 

Falando especificamente de estantes, vejamos aqueles que mais se destacaram. O estande que mais me chamou a atenção foi o da Docol, com suas cordas penduradas. Com leveza e simplicidade, o estande trouxe a experiência do rústico para interagir com os visitantes que entravam com curiosidade e transitavam entre as diversas opções de metais.

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Deca

 

Outra instalação bastante interativa que achei muito interessante foi da Deca, num corredor externo da feira. Para demonstrar a importância da consciência no consumo da água, esta instalação interagia com os visitantes através de grandes painéis que “derramavam” bolhas de água sobre as pessoas – e essas bolhas eram “estouradas” conforme “tocavam” nos visitantes. Uma simplicidade ímpar, daquelas que nos fazem pensar.

A Eliane também surpreendeu com três estantes: focando na beleza dos produtos e em aspectos mais técnicos. Gostei muito dessa disposição, além da interação e aconchego que oferecia aos visitantes através de espaços para selfies, arquibancadas para descanso, demonstrativos técnicos, etc.

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Portobello

 

Outros destaques ficaram por conta da Portinari e da Portobello que vieram com exposições bastante modernas, que misturavam seus produtos com elementos de arte, inclusive aplicações diferenciadas, novos formatos (hexagonais) e uma linha bem completa de produtos. Interessante a mensagem subliminar: “prestem atenção, nossos produtos também são obras de arte”.


O que você achou? Não deixe de acessar também os outros posts desta série: sobre revestimentos cerâmicos e sobre os outros segmentos. Até lá.

Camila Lamberti

Designer e Gerente de produtos, Camila Lamberti atua em uma empresa de grande porte do setor cerâmico nos estados de São Paulo e Bahia e tem como foco a pesquisa de tendências e conceitos que conquistem os consumidores. Com isso, Camila está sempre um passo a frente em relação às novidades do mercado de produtos para arquitetura, decoração, design e acabamentos.

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